“Having guy friends! No drama, no betrayal, no jealousy, they're much more entertaining, and they're straight up. They're like your brothers, and got your back, instead of stabbin you in it.”

sei que não trocava os meus por nada!
“Having guy friends! No drama, no betrayal, no jealousy, they're much more entertaining, and they're straight up. They're like your brothers, and got your back, instead of stabbin you in it.”

sei que não trocava os meus por nada!
“Better than drugs, better than smack! Better than a dope-coke-crack-fix-shit-shoot-sniff-ganja-marijuana-blotter-acid-ecstasy! Better than sex, head, 69, orgies, masturbation, tantrism, Kama Sutra or Thai doggy-style! Better than banana milkshakes! Better than George Lucas's trilogy, the muppets and 2001! Better than Emma Peel, Marilyn, Lara Croft and Cindy Crawford's beauty mark! Better than the B-side to Abbey Road, Jimmy Hendrix and the first man on the moon! Space Mountain, Santa Claus, Bill Gates' fortune, the Dalai Lama, Lazarus raised from the dead! Schwarzenegger's testosterone shots, Pam Anderson's lips! Woodstock, raves... Better than Sade, Rimbaud, Morrison and Castaneda! Better than freedom, better than life!”
- Julien, Jeux d’Enfants (tradução para inglês)
é inesperado, é estranho, é doentio, é aquilo que quiserem. mas é um facto, e eu só quero que se mantenha. gosto mesmo muito de ti!
Confesso que ainda está a custar a entrar. Ainda estou à espera de chegar sexta-feira às 20h30 ao ensaio, sem atrasos (sim, porque temos 15 minutos de tolerância, e quem os ultrapassa, “escusa de ficar para tocar!”) e o ter lá, sentado no banquinho, já com aquele ar um bocado frágil, confesso, pronto para receber dois beijinhos meus e um cumprimento de qualquer outra pessoa que entre para o ensaio. Depois há-de me dizer “hoje o Humberto não vem, tens de te agarrar ao baixo…”, ao que eu vou reclamar e dizer “hoje também?” e ao que ele vai responder, com um encolher de ombros “desemerda-te!”. Lá hei-de pegar no baixo, e ir para o meu cantinho. Há-de chegar o Red River Rock, e ele há-de esperar que a minha introdução na guitarra esteja boa. Mas não está, nunca está. Então ele vai bater com as mãos nos joelhos num acto de frustração, mas não vai deixar a música adiantar enquanto não sair como deve de ser. Lá vou eu andar de volta daquela introdução, porque o solo corre-me sempre melhor, fora o fim. Quando ele notar, há-de encolher os ombros mas acenar com um “fixe” com a mão, para dizer que estive bem. E aí vou sentir-me orgulhosa da bela porcaria que apresentei. Entretanto havemos de tocar o A Night Like This, no qual o meu solo, também na guitarra, corre sempre melhor. E ele há-de sorrir e acenar com a cabeça como quem diz que estive bem, outra vez. No fim do ensaio, hei-de ir dar-lhe dois beijinhos para me despedir, e ele há-de resmungar, e dizer “oh Fia, no próximo ensaio faz favor de me trazer o Red River bem!”. Hei-de dizer que não tenho tido tempo para ensaiar e que nem tenho a guitarra em Coimbra, o que me impede de o fazer. Ele há-de encolher os ombros outra vez e esperar pelos meus dois beijinhos, eu hei-de lhos dar, e despedir-me com um “até logo”, porque já sei que hei-de acabar a minha noite em casa dele. E hei-de o ver ainda antes de ele se ir deitar. Para na próxima sexta-feira o processo se voltar a repetir.
Mas isto é a sério. Acho mesmo que ele ainda não se foi. Ainda não me entrou na cabeça que nunca mais o vou ver. Que nunca mais vou ouvir aquelas histórias que ele tanto gostava de contar, e que eu ouvia como uma criança a ouvir uma história de aventuras. Que nunca mais vou ver aquele sorriso maroto e aquele brilho nos olhos quando ele as contava. Que nunca mais o vou ouvir resmungar e ralhar comigo. Juro que até essa parte me custa.
Perdi um Maestro. Perdi um amigo. Ponte de Sor perdeu a música. A orquestra perdeu um pai.
Até sempre, Maestro. Obrigada pela paciência, pela música, pelas histórias, e por todo o resto.
Espalhe muita música aí seja onde estiver, que enquanto eu puder (e tanto quanto sei, a orquestra), vou espalhá-la cá por baixo, por si.
Gosto mesmo muito de si.
E hoje, que devia ser o dia mais chuvoso e mais frio de todos, faz calor e um sol enorme brilhou no céu. Não me parece justo.
Descanse em paz, grande Maestro. Até um dia.
Gosto muito de si ♥
feliz quarto aniversário, blog! que venham mais uns poucos de anos com coisas com poucachinha piada e falta de sentido.